12 junho 2010

Minha Namorada

Me apaixonei por esta menina desde o primeiro dia que ouvi seu "Alô" no extinto 145 (disque amizade)... A cada "Alô" que ouvia, sentia que por trás daquele telefone estava uma pessoa especial, com uma alegria contagiante, muita energia. Não demorou muitos "Alôs" para que esta paixão se tornasse ainda mais intensa.
O namoro, começou ainda por telefone... Foram noites em claro, foram dias inteiros de conversas muitas vezes sem nenhum assunto, apenas ouvindo a respiração desta pessoa que seria a mais maravilhosa que conheci...
Alguns meses depois, esta paixão "virtual" (nos primórdios da tecnologia, o telefone era o meio virtual, rs) se tornava "real". Nem tão real assim, pois a realidade parecia um sonho... Estava ao lado da pessoa que seria minha companheira, meu porto seguro...

8 anos se passaram e estamos aqui, mais um dia dos namorados juntos (tá certo que foi um dia meio tumultuado, mas estamos juntos.. rs). Este namoro eterno que a cada dia me faz crescer e admirar ainda mais essa mulher (não é mais menina) que tive a imensa sorte de ser o escolhido para viver ao seu lado!

Nos últimos dias, reconheço que não tenho sido o "namorado" ideal, devido aos meus grandes defeitos (falta de paciência é o principal) mas como tudo nesta vida são fases, esta já está ficando para trás! A faculdade acaba em breve e após a tempestade, sempre vem um lindo Sol. Aliás, este Sol está sempre ao meu lado (Sol Camila), iluminando minha vida e meus dias. Aquela alegria de tempos atrás, não acabou! Se transformou em uma alegria mais racional, mais madura... E por isso, não consigo viver sem essa mulher ao meu lado.

Sempre agradeço a Deus por ter permitido que nos conhecessemos, e hoje, dia 12 de Junho de 2010, agradeço a Cá por permitir aprender a ser uma pessoa melhor, estando sempre ao seu lado!

Feliz dia dos Namorados!!!
Te amo mais do que tudo nesta vida!

Do seu Eterno Namorado!

16 janeiro 2010

Casamento, para mim, perfeito.

No último dia 12 de Janeiro (2010), completamos 8 anos de casados. Isso mesmo, há 8 anos atrás, estávamos "juntando nossas escovas de dentes".
Na verdade, estamos há 12 anos juntos, entre namoro (intenso, maravilhoso) e casamento (Sereno, apaixonado e Perfeito).
Até a tão famosa crise dos 7 anos, passamos tranquilamente. Como se uma "superstição" poderia atrapalhar um amor tão grande e bonito...

E o mais impressionante, é que a cada dia eu admiro mais esta mulher maravilhosa.

A minha vida com a Cá, só serviu para que eu me tornasse um homem completo. Que ama e é amado, que compartilha sonhos e realizações, tristezas e alegrias e é por isso que para mim, meu casamento é perfeito.

Dificuldades, desentendimentos? Claro que existem, mas servem para o nosso crescimento e para o amadurecimento do amor que sentimos um pelo outro.

Para a Camila, o que tenho a dizer é que não imagino nenhum momento da minha vida sem ela ao meu lado... Penso nela a todo instante e admiro a mulher linda, inteligente e maravilhosa que é. Obrigado por me fazer este homem tão feliz e realizado. Desculpe-me as "rabugentisses" e os "mau-humores", faz parte desta pessoa imperfeita que sou. Mas queria que soubesse (acho que já sabe) que todos os momentos da minha vida, todas as minhas atitudes e todos os meus pensamentos são para que sejamos a cada dia mais e mais felizes.
Você é a mulher da minha vida e estaremos juntos para todo o sempre, pois somente o amor pode unir as pessoas e meu amor por você é infinito.

07 janeiro 2010

Projeto 2010

Ano novo começando (pra mim só começa dia 11/01 com o retorno ao trabalho)...

Muitos podem dizer que não mudou nada, é apenas um novo dia, um novo mês, um novo ano... mudou apenas no calendário. Concordo! Se analisarmos friamente, não mudou absolutamente nada do dia 31/12/09 para o dia 01/01/2010.

Mas esta nova data, novo ano, pode servir como um marco em nossas vidas, época importante para pararmos e fazermos aquele tão comentado balanço do período (ano) anterior e definir metas e objetivos para um novo período.

Eu sinceramente acho que deixar para fazer este balanço apenas no começo/fim de ano, corremos um sério risco de perder completamente o foco nas metas estabelecidas no começo/fim de ano anterior. Sugiro que façamos um balanço trimestral ou até bimestral, para sabermos se as metas estão sendo perseguidas ou alcançadas.

Uma vida sem metas, sem objetivos é uma vida sem sentido...

Pra falar a verdade, eu nunca defini estas metas nas passagens de ano. Vou arriscar definir algumas para 2010, vamos lá, da mais fácil para a mais difícil:
1 - Terminar a faculdade;
2 - Aprimorar minhas técnicas com violões e guitarras (fazer aula).
3- Emagrecer 10 quilos (aqui começa a ficar difícil)
4 - Poupar 10% do meu salário mensal (aqui já é difícil)
5 - Ter mais paciência. (este é um objetivo árduo)

A falta de paciência está fazendo com que eu perca boa parte da minha vida irritado com banalidades. Pra que? Vou tentar ser mais paciente com as pequenas coisas que não me irritavam mas por algum motivo começaram a me irritar. É difícil mas não impossível, certo? Pelo menos ela já entrou na lista.

Se encararmos nossa vida como o agrupamento de pequenos projetos (isso mesmo, os projetos de vida) vamos ver que teremos mais sucesso na conquista das metas. Afinal todo projeto precisa ter um começo, um meio e um fim... E tudo isso com data marcada. Não adianta simplesmente definir um projeto sem definir uma data para encerrá-lo. E o mais importante datas intermediárias para analisar o andamento do projeto!

Vamos lá! faça também o seu projeto para 2010 e boa sorte!

Um feliz projeto novo para todos!

24 outubro 2009

Trabalho na Casa Espírita - Ler e Refletir

Recebi este texto por e-mail e achei muito interessante. Fez-me refletir e repensar muitos conceitos... aí vai..

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Já faz algum tempo, uma antiga vizinha sem papas na língua, me vendo sempre às voltas com atividades na Casa Espírita, um dia não resistiu e em meio a uma conversa acabou "soltando" que eu era "muito carola!" Levando a coisa na farra, tentei argumentar: - "Mas eu sou espírita e não católica..." Ela aí não titubeou: - "Então é espiróla."

O pitoresco virou piada, mas trouxe à tona uma séria questão. Até onde nós, espíritas, estaremos descambando para o igrejismo e a superficialidade?

Temos visto Grupos tão obsecados com assiduidade e pontualidade, tão cheios de regras, critérios, exigências e uma intolerância tal, que mais parecem a velha e inquisitorial igreja romana da idade média que oficinas fraternas de estudo e vivência do Evangelho de Jesus.

Onde foi que perdemos o rumo da fraternidade? Que paramentos invisíveis ainda nos fazem oscilar entre a pseudo-superioridade dos sacerdotes e a submissão dos beatos?

Em um dos costumeiros papos fraternos com meu saudoso amigo Palhano Jr., uma vez questionei: - Por que será que os espíritas se degladiam tanto por cargos, até mesmo naqueles grupos minúsculos que ficam lá onde Judas perdeu as botas?... Bem-humorado, como sempre, ele me respondeu com uma risadinha marota: - "A briga é pelo poder sobre as almas, minha cara. Muitos espíritas ainda se alimentam da autoridade clerical que tinham, quando nas fileiras do catolicismo. O poder vicia."

Para esse autoritarismo rançoso, o que não faltam são defesas equivocadas. Afinal, Emmanuel recomendou: "Disciplina, disciplina, disciplina." Foi o bastante para que instruções superiores, aplicadas a um contexto específico, se tornassem o jargão justificador da inflexibilidade fria que campeia em nosso meio e que vem transformando nossas instituições - destinadas a ser escolas do amor - em verdadeiros quartéis de controle e enquadramento. E quantos exageros em nome da disciplina...

Certa vez, uma palestrante habitualmente pontual, chegou à nossa reunião pública em cima da hora. Estava mortificada. Por mais que tentássemos deixá-la à vontade, repetia sem parar que "a espiritualidade tem horário a cumprir." Naquela noite o seu desempenho, obviamente, não foi dos melhores. Porém, é perfeitamente compreensível a reação da companheira. Ocorre que se os dirigentes espirituais levam em conta que estamos na matéria, sujeitos a limitações e imprevistos comuns à vida terrena, os dirigentes encarnados, em grande maioria, não o fazem. Numa afirmação de poder, até mesmo inconsciente, sobretudo com relação aos médiuns, insistem em generalizar, e saem por aí a prodigalizar suspensões ou prescrições de inumeráveis passes e palestras doutrinárias, até que o faltoso ou atrasadinho, supostamente reequilibrado, mas no fundo, punido, possa então reconquistar a permissão de voltar às atividades.... Haja penitência!

Façamos o dever de casa. No Livro dos Médiuns, cap.XXIX, top. 333, ao tratar das reuniões espíritas, o codificador é muito claro: "Se bem que os espíritos prefiram a regularidade, os verdadeiramente superiores não são meticulosos a este ponto. A exigência de uma pontualidade rigorosa é um sinal de inferioridade, como tudo o que é pueril."

É preocupante, também, a falta de naturalidade com que as pessoas tem se comportado no ambiente espírita. Observa-se uma despersonalização e um formalismo alarmantes, em lugar da camaradagem espontânea que deveria existir entre irmãos. Não raro, rir e brincar inter-reuniões parece ser, implícita ou explicitamente, proibido: - "Quebra a vibração." Cada vez mais, os cumprimentos espontâneos e afetivos tem dado lugar a frases feitas, piegas e que soam muito falso. Na fala, como na escrita, temos substituído expressões carinhosas e simples do cotidiano por uma linguagem impessoal, "santificada" e obsoleta, incompatível com os novos tempos. Ah, as palavras ensaiadas... Os gestos contidos... Ladainhas do passado, ainda tão presentes, a nos distrair de nós mesmos...

Nas Casas Espíritas, dirigentes preocupados apenas em dirigir e coordenadores tão somente concentrados em coordenar, esquecem o essencial: AMAR. Casas se agigantam e pessoas viram número, em ambientes tão impecáveis quanto frios. Alguém notou a tristeza daquele companheiro ou a ausência daquele outro? Ocupados em crescer, no quantitativo, ignoramos Kardec a recomendar grupos pequenos e o alerta do próprio Chico, que já dizia: - "Em Casa que muito cresce o amor desaparece."

Perdidos numa burocracia sem sentido, senhas e formulários vão aos poucos tomando o lugar do coração e transformando nossos atendimentos fraternos em patética mistura de clínica psicológica e confessionário, onde o indivíduo precisa seguir à risca as etapas cronometradas do tratamento para obter "alta" ou "absolvição." Assim, desorientados orientadores, em tom grave e superior, seguem dando receitas iguais para problemas diferentes. Alguém sofreu uma perda e busca notícias do ente querido desencarnado? Que vá "baixar" noutro Centro, porque nos mais ortodoxos ouvirá rispidamente que o telefone só toca "de lá pra cá" e fim. A alegação é que a mediunidade não está a serviço de problemas "domésticos" e sim de coisas mais sérias. Valei-me Chico Xavier! Quanta saudade da mediunidade a serviço do amor, do consolo aos desesperados de toda a sorte...

Nas reuniões públicas, companheiros carrancudos às portas das cabines de passe chamam com voz cavernosa: - Os próximos! E aquele que está indo pela primeira vez fica a imaginar que ritual terrível deve acontecer naquela salinha escura onde todos entram cabisbaixos, como bois para o matadouro. Diretores severos, após comoventes preces, olham por baixo dos óculos com olhar de censura para a mãe de alguma criança que chora, ou pedem que se retire. Médiuns coreografados sincronizam movimentos como se fossem clones uns dos outros. Qualquer semelhança com farisaísmo, lamentavelmente, não será mera coincidência.

Na Evangelização, criança que chega atrasada volta; Se falta muito é cortada; Mesmo aquela que mais precisa da orientação e do pão. A mãe, senhora simplória assistida pelo Grupo e que muitas vezes sequer tem o dinheiro da passagem, ouve um duro sermão de alguém que ignora a sua difícil realidade. Normas são normas. Quem negligenciar a freqüência dos filhos não tem direito a cesta básica. O tom é incisivo. Muitos dirão que é necessário usar estratégias para evangelizar "os nossos irmãos que mais precisam". Talvez tenham razão... Parece que só os espíritas já não precisam mais do Evangelho...

Navegantes desatentos às ciladas da superfície, não percebemos o risco de naufrágio iminente. Parecemos surdos à conclamação do Espírito de Verdade: -"Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento" - E indiferentes à terna advertência de José, Espírito Protetor, a nos lembrar que "a indulgência atrai, acalma, reergue, ao passo que o rigor desencoraja, afasta e irrita."Até quando continuaremos atraídos pelo canto da sereia?

Há que se ter humildade para repensar nossas práticas doutrinárias, reconhecer equívocos, resgatar a doutrina simples e libertária de Jesus. Há que se ter coragem para mudar, para substituir a frieza dogmática que tem nos engessado pela convivência fraterna, calorosa e solidária que nos identificará, de fato, como cristãos redivivos.

Espíritas ou "espirólas"... O que temos sido? O que realmente queremos ser? Cada um se perceba e se responda.

Ainda há tempo.

*Joana Abranches é Assistente Social, escritora e Presidente da Sociedade Espírita Amor Fraterno Vitória/ES - Joanaabranchesgmail.com

04 outubro 2009

Era digital

Por um erro na manipulação dos meus contatos do MSN no celular, apaguei todos eles...
E agora? minha vida social foi para a lixeira? E o pior, nem lixeira existe, apagou direto do servidor sem chance de recuperação... E meus amigos? E as pessoas que faziam parte da minha vida, se foram num simples "excluir todos os contatos".

Parece brincadeira e de certa forma é mesmo!!!
Esse mundo digital está fazendo com que nos tornemos pessoas cada vez mais distantes uns dos outros ou é exatamente o contrário?

Por sorte, utilizei um programa que grava os meus contatos diretamente no meu computador e pude então recuperar a maioria deles, mas porque só a maioria? Porque não todos os contatos?
No momento que estava re-adicionando os meus amigos na minha vida, percebi que muitos deles eu nem mesmo conhecia... Outros até já tive contato um dia (pessoalmente) mas nunca mais tive notícias, nem virtual!

O mais interessante é que mesmo aqueles que gosto muito, não lembrava mais que faziam parte da minha "rede social", nunca mais falei, nunca mais conversei, nunca mais mandei uma mensagem off-line no MSN. Telefonar então? Não sei nem o número deles...

Então, continuando a re-inclusão digital, lembrei que alguns, na última conversa, até falei que estava com saudades, que fazia tempo que não nos víamos, mas ficou por aí... Nada muito pessoal, simplesmente algumas frases "chavões" e um "até logo, precisamos marcar alguma coisa para fazermos juntos"... nada mais.

A vida é assim mesmo, pessoas passam pela nossa vida, pessoas vão embora e nos deixam seu MSN... mas a vida continua, novas pessoas começam a fazer parte do seu dia-a-dia e a sua lista de contatos na "rede social" vai crescendo. O importante perceber é que essas pessoas que passaram, deixaram marcas, nos ensinaram coisas e aprenderam coisas com a gente. O importante é sempre deixar um exemplo positivo, uma lembrança especial a todos os nossos contatos atuais ou do passado.

De repente, esses contatos que passaram, podem retornar... Em outra situação, com novas bagagens.

Mas devemos tomar cuidado, para que não nos tornemos um ser humano virtual. Devemos viver, sentir, abraçar, dar um aperto de mão, olhar nos olhos e dizer pessoalmente "que saudade, que bom revê-lo"...

Como a minha lista está um pouco grandinha, pretendo não deixar pessoas importantes para trás, mesmo que só pelo MSN ou um SCRAP no orkut, vou sempre lembrar desses amigos que já fizeram parte da minha vida. Se eu disser que estou com saudades, é sincero!

O mais legal desta lista virtual é que de vez em quando pessoas voltam em nossas lembranças e podemos dar um "Olá, como vai! Espero que esteja tudo bem!!" esteja ela onde estiver.

01 agosto 2009

Tudo Depende Só De Mim

Tudo depende de mim!!!

Levanto de manhã pensando no que devo fazer antes do relógio marque meia-noite.

É minha função que tipo de dia eu vou ter hoje.

-Posso reclamar porque está chovendo... ou agradecer ás águas por lavarem a poluição e por renovar o ciclo das flores, das frutas.

-Posso ficar triste por não ter dinheiro... ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.

-Posso reclamar sobre minha saúde... ou dar graças por estar vivo.

-Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria... ou posso ser grato por ter nascido.

-Posso reclamar por ter que ir trabalhar... ou agradecer por ter trabalho.

-Posso sentir tédio com as tarefas de casa... ou agradecer a Deus por ter teto para morar.

-Posso lamentar decepções com amigos... ou me entusiasmar com a possibilidade de novas amizades.

-Se as coisas não saírem como planejei, posso ficar feliz por ter o hoje para recomeçar.

-O dia esta na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.

“TUDO DEPENDE SÓ DE MIM”

Charles Chaplin.

21 junho 2009

Aproveite bem o seu dia


Por Adriano Silva | 04/06/2009 - 14:00
Aí um dia você toma um avião para Paris, a lazer ou a trabalho, em um vôo da Air France, em que a comida e a bebida têm a obrigação de oferecer a melhor experiência gastronômica de bordo do mundo, e o avião mergulha para a morte no meio do Oceano Atlântico. Sem que você perceba, ou possa fazer qualquer coisa a respeito, sua vida acabou. Numa bola de fogo ou nos 4 000 metros de água congelante abaixo de você naquele mar sem fim. Você que tinha acabado de conseguir dormir na poltrona ou de colocar os fones de ouvido para assistir ao primeiro filme da noite ou de saborear uma segunda taça de vinho tinto com o cobertorzinho do avião sobre os joelhos. Talvez você tenha tido tempo de ter a consciência do fim, de que tudo terminava ali. Talvez você nem tenha tido a chance de se dar conta disso. Fim.
Tudo que ia pela sua cabeça desaparece do mundo sem deixar vestígios. Como se jamais tivesse existido. Seus planos de trocar de emprego ou de expandir os negócios. Seu amor imenso pelos filhos e sua tremenda incapacidade de expressar esse amor. Seu medo da velhice, suas preocupações em relação à aposentadoria. Sua insegurança em relação ao seu real talento, às chances de sobrevivência de suas competências nesse mundo que troca de regras a cada seis meses. Seu receio de que sua mulher, de cuja afeição você depende mais do que imagina, um dia lhe deixe. Ou pior: que permaneça com você infeliz, tendo deixado de amá-lo. Seus sonhos de trocar de casa, sua torcida para que seu time faça uma boa temporada, o tesão que você sente pela ascensorista com ar triste. Suas noites de insônia, essa sinusite que você está desenvolvendo, suas saudades do cigarro. Os planos de voltar à academia, a grande contabilidade (nem sempre com saldo positivo) dos amores e dos ódios que você angariou e destilou pela vida, as dezenas de pequenos problemas cotidianos que você tinha anotado na agenda para resolver assim que tivesse tempo. Bastou um segundo para que tudo isso fosse desligado. Para que todo esse universo pessoal que tantas vezes lhe pesou toneladas tenha se apagado. Como uma lâmpada que acaba e não volta a acender mais. Fim.
Então, aproveite bem o seu dia. Extraia dele todos os bons sentimentos possíveis. Não deixe nada para depois. Diga o que tem para dizer. Demonstre. Seja você mesmo. Não guarde lixo dentro de casa. Nem jogue seu lixo no ambiente. Não cultive amarguras e sofrimentos. Prefira o sorriso. Dê risada de tudo, de si mesmo. Não adie alegrias nem contentamentos nem sabores bons. Seja feliz. Hoje. Amanhã é uma ilusão. Ontem é uma lembrança. Só existe o hoje.


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